sábado, 20 de setembro de 2008

A ação do historiador


O que é História? O que faz o historiador? Como fazer História? Esses questionamentos são termos introdutórios ao adentrar no ambiente acadêmico de um curso, onde o objetivo é estudar a História. Na tentativa de responder às indagações abordadas anteriormente, geralmente se busca os termos etimológicos da palavra, onde encontra-se o seu significado, que nesse caso particular temos: “História” como “uma palavra de origem grega, que significa investigação, informação” (BORGES, Vavy Pacheco, 1993, p. 11), fora dessa explicação podemos definir História como uma ciência humana que tem seu objeto de estudo o homem e suas ações no tempo e espaço, onde o que se pode conhecer parte de uma explicação racional.
O homem é um ser capaz de produzir História, pois ele , segundo Vavy Pacheco (1993, p. 54) é um ser “finito, temporal e histórico. Ele é consciente de sua historicidade”. Desta forma definir História? e o que faz o historiador? E como se faz? São perguntas que possuem respostas bastante relativas, pois, se somos históricos, finitos e temporais, logo a maneira de ver a História e seu funcionamento partiria epistemologicamente de cada ser, através de suas bases de formação teórica, assim definindo suas respostas subjetivamente.
Desta forma encontra-se na História em outro olhar, onde a critica deve ser colocada antes de ser tomada como verdade qualquer elemento observado, ou seja, o elemento histórico é visto com um olhar específico e diferenciado, onde o que se busca é o real.
Então a ação produzida pelo sujeito observador (historiador/pesquisador) é a investigação, ou seja, a especulação, é olhar diferentemente do objeto de estudo, é buscar as informações necessárias para compreensão da realidade e de sua forma segundo Keith Jenkins “O estudo da História equivale a uma busca pela verdade” (2001, p.35).
Apesar de que a verdade é algo bastante subjetivo onde varia de pessoa para pessoa, e de mentalidade para mentalidade.
Em linhas gerais o historiador é formado não apenas para compreender o passado, mas para ver a História no seu tempo, compreendê-la e observá-la na realidade e investigá-la de forma a obter-se as informações necessárias para transformar a sua própria realidade.
(José Wégino)

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