sábado, 20 de setembro de 2008

Pensamento filosófico


Hoje, ao terminar-mos o século XX, cada vez mais a perspectiva de que uma obra de história é uma construção do próprio historiador se impõe: é ele quem escolhe seu objeto, escolhe como vai trabalhá-lo, expô-lo, num abandono da crença positivista em uma possível neutralidade, pelo distanciamento entre o historiador e o seu objeto.
(...) Podemos dizer que a história não é o passado, mais um olhar dirigido ao passado: a partir do que esse objeto ficou representado, o historiador elabora sua própria representação. A história se faz com documentos e fontes, com idéias e imaginação.
Assim o conhecimento histórico mergulha cada vez mais nas formas de sua própria produção, em como foi e em como pode e deve ser escrito, isto é, sua própria história e nas formas de procedimento que lhe são próprias como de conhecimento.
(Borges, Vavy Pacheco. O que é história. São Paulo, Brasiliense, 1993, 2ª ed.)

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